Alegria de viver



Fomos educados na culpa por gerações. Interesse. Controle. Intensificar o medo.
Este modelo não serve mais. Causou danos. São situações inúmeras de potenciais não revelados, exemplo, na ciência muito se perderia se uma mulher como Marie Curie desistisse de acreditar em si mesma diante da culpa que lhe foi imposta ao amar um jovem que não pertencia a sua classe social. Essa mulher mudou seu país (da Polônia para a França) investiu em continuar seus estudos, casou-se com um estudioso e trouxe descobertas incríveis acerca de elementos químicos que usamos na medicina para imagens e exames de investigação das doenças.
Nada foi fácil a essa mulher! Desde cedo não foi compreendida em seu potencial intelectual,  humanista e amoroso. 
Ela não é única. Não por ser mulher, igualmente homens sofrem pré conceitos.
A educação familiar e institucional deve sim incluir limites e deveres no desenvolvimento humano, contudo, não calar a voz criativa e a potencialidade humana. As crianças não são tabulas rasas. Existe um mister que chamam no senso comum de Dom. As explicações da teoria das Inteligências Múltiplas demonstra que este Dom é ciência, trazido desde a formação do sistema neuronal, claro que, com doses massivas de afetividade e cuidado. 
Em tempos tão críticos social e politicamente deveríamos levar mais a sério a Educação. O olhar dessas gerações novas. Experimentar além da culpa, da neurose e dos padrões preconceituosos uma educação para a Alegria de Viver. Jour du Vivre (do francês). A ideologia da Liberdade, Igualdade e Fraternidade são muito atuais. Deveríamos ensinar aos jovens Viktor Hugo. Os miseráveis, seu livro mais famoso, apresentado novamente. Não pelo pesar de Jean Valejan, o personagem principal. Outrossim pelo interesse clássico do autor em refletir os ideais humanos. O respeito entre humanos e suas diferenças. Uma cultura do perdão e da misericórdia. Cristão ou não reflitamos, as máximas de Jesus e suas belas parábolas. "Vinde a mim as crianças. .. Delas é feito o reino dos céus ". 
É cunho religioso? Eu creio que é muito mais educacional. A criança traz a espontaneidade e se bem revelado seu potencial podemos conduzi-la ao caminho do sucesso. Creiam, o sucesso é a felicidade de ser e fazer-se humano. Ser respeitado em suas crenças, cultura, vida. Fazer-se humano e amado. O material e excessos de necessidades banais,  as classes sociais, a faixada da casa, são ilusões que nos afastam da Condição Humana e dos valores necessários para construir uma comunidade global mais equiname. Até a próxima.

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